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Meu coração tem na porta
Uma borboleta morta.
15 copos de sal grosso
37 vassouras de cabeca pra baixo.
Minha pica, pulmão e rins
arrumados num despacho.
Folhas de pitanga
mortas
Amareladas e secas pelo chão…
Ah, esse meu coração…
Um brechó empoeirado,
O papo do barman
Com Jack Nicholson no Iluminado
Meu coração
Não tem olho nariz boca cu ou ouvido
Meu coração mudo
É um círculo
Não tem nenhum canto
Paciência?
Duvido.
Experiência?
Garanto.
P.S.lembrando q pode-se alternar o final: paciência e experiência
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Tá,
poesia não existe
poesia não é real.
Minha poesia existe,
tangível
cheirosa
caminho sem volta
volta sem caminho
lindos sonhos
sonhados
em camas de espinho.
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Melhor do que tentar não sonhar,
é tentar não dormir.
Mas, venha cá,
tentar não dormir
não é sonhar?
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Não teima não:
o que é cinza
já não queima.
O que é verde,
ainda não.
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Ontem peguei o elevador,
subi no prédio do amor,
pra ver, lá de cima,
as pessoas parecendo formigas.
Consegui identificar
amores platônicos e amores doídos,
amores românticos e amores fudidos;
agora, a felicidade,
por mais que tentasse,
nunca consegui enxergar.
Deve ser menor que uma formiga…
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Meu coração
é um botão de auto-destruição
(favor não deixar apertado não).
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Naquele mar
violento de dúvidas
frente a
vagalhões de ansiedade
e ventos de angústia,
o medo que o devorava
não era do fundo
e sim
de uma calmaria súbita.
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Asfaltaram minha vida,
calçaram meu passado.
E como se faz
com documento velho,
me plastificaram.